O Fantástico Mundo da Notícia

& as notícias do fantástico

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Jornalismo factual, relatos do fantástico e comunicação digital: o intricado jogo de intenções

O jornalismo não se oferece como campo fértil ao fantástico, este semeia melhores frutos quando figura em textos literários e artísticos. Ainda assim, o extraordinário faz parte da vida, e para tanto acaba também fazendo parte do conteúdo jornalístico. Por mais que os profissionais da comunicação evitem o flerte fatal, por horas é inevitável falar do incrível. Aparições fantasmagóricas, ressurgimento de lendas, manifestações do oculto ou acontecimentos mágicos encantam a sociedade e, por isso, acabam ganhando lugar na mídia.

Mesmo quando a linguagem jornalística se pretende objetiva, referencial, neutra, imparcial, seriona e sisuda, o fantástico invade as redações para libertar os comunicadores de árdua pena. Noticiar o inimaginável dá assas ao comunicador, que se permite licença poética para contar o incontável, evocando o efeito do fantástico. E é através da observação da linguagem assumida no noticiar o fantástico que fica nítida a subjetividade que perpassa o fazer jornalístico. Nesses enunciados que percebemos a riqueza do jogo de linguagem praticado pelo comunicante para construção de significações.

Se o jornalismo é comunicação e comunicação é transmissão de informação e construção de sentido, será através do relato do fantástico que o jornalista se permitirá extravasar intenções inibidas no jornalismo factual. Entre leitor e jornalista existe um jogo de intenções e reconhecimentos além da informação objetivada. “O relato de uma notícia não apenas informa algo (…), não é só uma sentença lingüística declarativa que repassa linearmente informações” (MOTTA, 2006. p. 11), Para Arnt (2005), além de participar da produção cultural, o jornalismo também é responsável pela atribuição de sentidos e aferição de efeitos culturais frutos da sociedade. O relato jornalístico avança no jogo comunicacional, é um enunciado que realiza funções além da informação, como ironizar, debochar, humilhar, ressaltar, enaltecer, criticar, legitimar ou desacreditar algo ou alguém, atos esses que ocorrem simultaneamente à comunicação.

Uma notícia nunca se limita apenas ao texto corrido, ela é composta por um título, um lead e outros componentes lingüísticos e ilustrações, fotos ou outros fatores extralingüísticos, elementos que estão a serviço das intenções do jornalista, prestando-se a afirmar ou negar algo. Nas notícias inusitadas esse texto corre mais solto facilitando o pacto entre leitor e jornalista, onde ambos se comprometem com a compreensão da informação e das intenções subentendidas nela. Com todos os elementos ao seu dispor o jornalista, por mais que tente, dificilmente produzirá um texto absolutamente neutro, no mínimo a noticia possuirá uma função cultural relevante. A observação das intencionalidades (além de informativas) nas noticias do fantástico serve como ponto de partida para identificação das marcas textuais deixadas pelas jornalistas. De forma que tendo esse conhecimento a busca por tais marcas na linguagem jornalística em geral se torna mais viável.

Assim, podemos observar que não apenas os relatos do fantástico ultrapassam os limites da informação neutra e objetiva. Todo jornalismo comunica muito mais do que diz numa notícia. Outro campo onde o jornalismo possui supostamente maior liberdade na fala é o digital. Uma das primeiras manifestações cibernéticas do jornalismo foi o blog, espaço de divulgação, confidencia e informação personalizada. Devido a tais características, foi natural uma fluência na escrita autoral exercida pelo jornalista blogueiro. No começo o caos, áreas indeterminadas, fronteiras turvas e medo em afirmar o que era de quem, que textos pertenciam ao jornalismo, o que era literatura e quem estava fazendo história. Mas hoje já podemos identificar mais facilmente se as intenções do autor são informativas, literárias ou historicistas. E com as ferramentas fornecidas pelo relato do fantástico fica ainda mais fácil identificar as intenções por trás do discurso oficial veiculado também nesse meio.

ARNT, Héris. Palavras bytes linguagens: os caminhos do jornalismo. Rio de Janeiro: Ciência. Moderna, 2005

FERRARI, Pollyana. Jornalismo digital. São Paulo: Contexto, 2008.

MOTTA, Luiz Gonzaga. Notícias do fantástico: jogos de linguagem na comunicação jornalística. São Leopoldo-RS: EDITORA UNISINOS, 2006.

Posted by Camila Souza

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Notícias de interesse humano: amenizando a aridez do noticiário geral

        Toda informação noticiosa do jornalismo parte,ou melhor,deveria partir da premissa de  que ela é essencial para o desenvolvimento social e cidadão do ser humano,obedecendo a critérios como de proximidade,repercussão e interesse público,abrangendo áreas como a política,cultura,educação e segurança. Se a análise por feita apenas por esse ângulo jornalístico,poderia-se continuar acreditando na retrógrada  e ingênua  visão romântica do jornalismo como função social,e que as noticias e informações veiculadas por esse são todas de interesse  público ,sem qualquer influência , tratamento ou edição mercadológica   em prol daqueles que possuem hegemonia sobre a grande mídia. Porém, ainda que continue a ser uma notícia-mercadoria,destaco aqui um gênero ,modo ou tipo de notícia que  veio  ganhando a há tempos seu espaço em  jornais,principalmente nos telejornais:  são a notícias de interesse humano.Quando falo de interesse humano,não estou me referindo a qualquer notícia com temática humana,mas aquelas que  fazem uso de fatos algumas vezes banais e corriqueiros  e  que são transformadas por jornalistas em grandes matérias,sejam elas de qualquer temática.  Entre reportagens e notícias que buscam a “humanização   dos fatos,podemos  destacar algumas características como: não é necessário que o repórter fique distanciado do  fato ou  que deve  mostrar imparcialidade(o que é impossível).O repórter também busca de imediato no acontecimento o “humano”,ou seja,o subjetivismo,as impressões e sensações  intimas do envolvido,é preciso que o mesmo viva  a história,aja como um mediador,podendo apontar opiniões,sensações,resultados,colocando os fatos em uma perspectiva interpretativa. Por tal motivo,é dito que as notícias de interesse humano muitas vezes fazem  uso das características de uma novela,quando se aprofunda em temas ,casos,relatando detalhes,fazendo com que a história daqueles envolvidos ou retratados na matéria jornalística fiquem semelhantes a personagens de novelas,bem como a narração jornalística fique semelhante a mesma. Um exemplo de notícia de interesse   humano que equipara-se a características das produções de novelas é o  caso do desvendamento  do sequestro do  menino Pedrinho em 2004.O menino foi do  hospital  por uma mulher disfarçada de assistente social e foi criado pela mesma durante anos,até descobrir a verdade sobre sua vida.  A mídia tratou o caso trazendo as impressões,as sensações e a emoção do rapaz e dos familiares ao desvendar a história.  No entanto,essas noticias muitas vezes se aproveitam de casos simples,como estudantes indígenas que conquistam uma vaga em uma universidade pública ou  sobre um senhor analfabeto que está sendo letrado após anos de vida. Para Luíz Gonzaga Motta  , são nessas notícias de interesse humano que o  jornalista tem maior grau de liberdade na seleção do  fato e do tratamento.  “Ao relatar o fato,o jornalista cria,intervém,destaca certos aspectos,detalha e omite intencionalmente outros.” Diz o o autor. Para  ele ,essas notícias de interesse humano,apoiam-se no entretenimento,serve como bálsamo  para amenizar a  aridez ou  sensacionalismo extremo do noticiário geral.

Dieison Marconi/UFSM/Cesnor

MOTTA,Louíz Gonsaga:teoria da notícia.As relações entre o real e o poder simbólico,in.O Jornal:Da forma ao sentido, Brasilia,Paralelo 15,1997

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A ambiguidade da notícia enquanto significado

O livro Notícias do Fantástico de Luiz Gonzaga Motta traz no capítulo A ambiguidade da notícia enquanto significado, a deturpação da notícia enquanto entretenimento.  O autor traz o sentido produção-consumo da notícia. O jornalismo contemporâneo se encaixa e trabalha nos moldes da sociedade Capitalista, deixando muitas vezes essa intrfererir ou até mesmo comandar  o sentido da notícia e/ou informação. São caracterizadas como produtos e diante disso têm que ser flexibilizadas para o comércio no mercado, tornam-se bens simbólicos com alterações de mercados para tornarem-se mais vendáveis.Diante disso o que vemos atualmente é a descontextualização da notícia, onde os meios utilizam da ridicularização para expor argumentos, do sensasionalismo e  apelando para a exarcebação do dramático para um consumo de massa, sem conteúdo e vulgarizando o real sentido da transmissão de informação. Usam dos moldes noiciários para expor de uma forma a entreter e não informar.Toda essa forma de entretenimento associado a transmissão dos acontecimentos começa nos Estados Unidos na primeira metade do séc. XX, os quais enxergam a necessidade do entretenimento associado a transmissão das notícias, com as novas tecnologias de comunicação. Motta cita Gabler ao se referir que em 1830 quando se instala o sistema capitalista é quando eles associam a vontade do seus leitores em receber mais notícias do que opiniões, aí então a consolidação da forma de entretenimento no modo com o que se faz e se transmite as informações. Sempre usando da apelação ao vulgar, modificando , muitas vezes, o sentido da notícia para atender a decisões de quem paga. Passaram a contar histórias ao invés de descrever fatos, faziam de tudo para alcançarem a venda em massa dos jornais. A sociedade sofria de uma grande mudança nos parâmetros sociais e culturais, devido a isso a exploração do sentimento e não da razão, de transparecer a necessidade de que se precisa intreter para informar. com o advento da televisão essa ideia de transformar a notícia em qualquer coisa referente a entretenimento e em entretenimento quais quer coisas direcionadas a notícia, faz com que essa ideologia se concretize.A prática de ler, ouvir ou ver parte de um interesse cultural do indivíduo, porém ao explorar esse interesse os meios de comunicação tornam tudo espetáculo, tudo dramatização, usam da comoção, do sentimentalismo e sensasionalismo para expor qualquer acontecimento, tornando a notícia não objetiva e clara, mas subjetiva ao extremo e usando de interpretações, muitas vezes, fantasiosas. A partir dessa ideologia MOTTA divide as notícias em dois padrões: a hard news (notícias duras) e a soft news (notícias brandas). A primeira se refere a notícias duras, dispõe de linguagem objetiva e descritiva - objetiva. A segunda trata-se de notícias mais brandas- textos que permitem liberdades literárias; narração. O jornalismo rendeu-se a essa nova forma de informar, de transmitir e o modo como é transmitido, o interesse no jornalismo contemporâneo é a massa e a massa acostumou-se com o que lhe é ofertado, pois vive no mesmo sistema de quem transmite.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MOTTA, Luiz Gonzaga Figueiredo. Notícia do fantástico: jogos de linguagem e efeitos de sentido na comunicação jornalística. Verso e Reverso, Unisinos, Rio Grande do Sul, 2006.

MOTTA, Luiz Gonzaga Figueiredo. O jogo entre intencionalidades e reconhecimentos: pragmática jornalística e construção de sentidos. Comunicação e Espaço público, Vol 6.

GLABER, Neal (1999), Vida- o filme, São Paulo, Cia. das Letras.

Podemos observar nesse outro site um artigo que fala sobre:Contribuições aos estudos do sensacionalismo no jornalismo impresso brasileiro, disponível em:

http://www.unaerp.br/comunicacao/professor/eblak/arquivos/rosa_artigo_hj.pdf

outro blog referente ao assunto e que critica tal modo de representação da notícia é o blog do provocador, disponível em:

http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2010/01/15/urubus-no-sofa-da-hebe/

Postado por Aline Martins

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Degeneração do grotesco

No site Pluricom, Comunicação integrada, há um artigo que faz analise do grotesco como matéria jornalística, e busca “focalizar o ponto em que os meios interferem nas relações entre os homens e a relevância política dos mesmos, ou seja, na relação entre meios de comunicação e espaço público”. Para tanto, faz análises e críticas da mídia dita séria para depois abordar o sensacionalismo, empreendendo a seguir reflexão sobre a estrutura midiática e sua função nas estruturas de poder na sociedade.

homem-peixeOs autores afirma que: “Diferentemente do espaço público que o popular constrói no contexto medieval bakhtiniano, onde a cultura culta é destituída de seu poder pela negação do medo que esta erudição produz, o grotesco hoje carrega consigo elementos do próprio discurso hegemônico, ou ao menos os elementos mais visíveis da ação massiva dos media: a saber, a lógica do lucro e a atomização do indivíduo”.

Neste outro site vemos o grotesco como parte da análise da paranóia e crise das competências simbólicas.

http://www.revista.cisc.org.br/ghrebh1/artigos/01malena25092002.html

Temos outra abordagem do mesmo assunto no site:

http://www.omelhordomarketing.com.br/index.php/2009/08/27/o-grotesco-nos-produtos-midiaticos/

Vemos comentários sobre o mesmo tema no blog: http://cidademidia.blogspot.com/2008/05/vale-pena-ler-de-novo.html

Valquiria Tomain

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O Grotesco: Subcategoria do Fantástico

Luiz Gonzaga Motta, em seu Livro “Notícia do Fantástico”, aborda, no capítulo 13, o Grotesco como uma subcategoria das notícias do insólito. Aponta-o como acontecimentos que “atrai o olhar do jornalista” pelos seus “aspectos materiais e corporais da vida e das relações corporais para induzir uma leve ironia os leitores”. Assim, neste capítulo, Motta aponta a visão anatômica do corpo como dessacralizada, visão que compreende-o como uma máquina composta de peças. “A visão instrumental do corpo penetra nos aspectos mais íntimos da vida dos indivíduos e resulta em um processo de desencantamento da natureza humana e de seus “recantos” sagrados. Toda a explicação e relatos são racionais e técnicos, constantemente, acompanhados de certa inverossimilhança do fato. Sendo está última a característica do grotesco que determina sua seleção como notícia. O inusitado faz o grotesco entrar no jornalismo.

O autor, citando Bakhtin, analisa e exemplifica o grotesco como valor de notícia por meio de relatos sobre situações ou relações corporais contaminados pelo cômico. Nesse tipo de notícia, são abordados “elementos corporais, no coito, na fertilidade, no crescimento e na abundância, ainda não contaminados pelas formas egoístas burguesas posteriores”. As notícias sobre estes elementos rompem com a ênfase dado ao corpo perfeito e volta-se às “partes do corpo que se abrem ao mundo exterior, aos orifícios e protuberâncias, ramificações e excrescências, tais como a boca aberta, os órgãos genitais, os seios, os falos, as barrigas e o nariz”, ou “gravidez, o alumbramento, a agonia, a comida, a bebida e a satisfação das necessidades naturais”. Ainda baseado em Bakhtin, afirma que o grotesco rompe com os ideais de beleza, faz um resumo da trajetória histórica que este passa na literatura, desde a cultura popular, depois romantismo, logo após pelo realismo.

Considerando outro autor, Muniz Sodré, acrescenta que “o fascínio pelo extraordinário, pelo fabuloso, pelo berrante e o macabro”, o exótico, o sensacional, “nos fazem ver o ridículo de nossa seriedade enquanto sociedade do consumo”. Sodré, diferentemente de Bakhtin, é apresentado pelo ponto de vista negativo que apresenta sobre o grotesco, enfatizando o ridículo social.

Homem GrávidoA exemplo da notícia sobre o grotesco na gravidez e partos, comentado por Luiz Gonzaga Motta, temos a notícia intitulada: "Homem grávido" da à luz em parto natural nos EUA, publicada pelo Folha on-line, em 3 de julho de 2008. Neste caso, o grotesco que tornou esse fato notícia gira  em torno da gravidez e do parto humano, do corpo e seus orifícios, acrescentando a inusitabilidade ou excepcionalidade do fato, o espantoso do fato que lhe assegura e revela a especificidade do fantástico-grotesco jornalístico.

O estudo das notícias sobre o insólito, que relatam o grotesco, revelam “a presença de excesso ou carências, de anomalias e deformações do corpo humano, assim como de aberrações e bizarrices nas relações deste corpo com o mundo”. Desta forma, estes relatos e fatos tornam-se notícias pelo sentido grotesco. “Quanto maior a discrepância do corpo humano com os padrões culturais vigentes,…, maior o potencial noticiável deste referente e a possibilidade de se transformar em notícia.”

Inusitada estética no corpo humano: é fonte de notícia

Um estudo sobre o grotesco como critério de noticiabilidade está disponível em

Referência Bibliográfica

MOTTA, Luiz Gonzaga Figueiredo. Notícia do fantástico: jogos de linguagem e efeitos de sentido na comunicação jornalística. Verso e Reverso, Unisinos, Rio Grande do Sul, 2006.

SODRÉ, Muniz. A comunicação do grotesco. Rio de Janeiro, Vozes, 1977.
SODRÉ, Muniz e PAIVA, Raquel. O Império do Grotesco. Rio de Janeiro, Mauad, 2002.
Valquiria Tomaim

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Resenha do livro Notícias Do Fantástico: jogos de linguagem na comunicação jornalística

 “Jornalismo é lugar para objetividade”, porém, para atrair, prender e conquistar a atenção dos leitores as publicações usam notícias e imagens sobre fatos insólitos, do espanto, do destino e experiências do fantástico.

Notícia do fantástico: um milagre, uma ótima fotografia ou um fato fantástico para notícia

Tomando esse tema, o livro “Notícias do Fantástico” dedica-se ao estudo da pragmática jornalística levando em consideração o jogo linguístico e extralinguístico do sujeito emissor (co-criador de sentido pela performace mais livre e quase poética de escrever) e o sujeito interpretante (co-criador de sentido, durante a leitura e análise, pelas experiências cognitivas). Nessa obra, (2006) retrata a subjetividade presente na atividade jornalística. Faz uma análise coerente, desnudando os jogos de linguagens e apontando a subjetividade como a outra face do jornalismo, como sendo uma característica natural e impossível de anular. De forma didática, estrutura o livro em três partes, compondo 13 capítulos além da introdução.

Assim, na primeira parte temos: Pragmática da notícia. -O que se diz e o que se comunica na notícia -Pragmática jornalística: inteções e reconhecimentos -A ambiguidade da notícia enquanto significado

Segunda Parte: Teorias do Fantástico -O insólito e o espanto no mundo da vida -O fato insólito e o destino -A teoria literária e os paradoxos do fantástico -Linguagem do fantástico: a hesitação do leitor

Terceira parte: Análise das manifestação do fantástico nas notícias: -Pode o fantástico manifestar-se no Jornalísmo? -O fantástico-estranho -Causalidade imaginária: as fadas do fantástico -O fantástico cômico -O bestiário fantástico -O grotesco: subcategoria do fantástico

Considerações finais: A paradoxal construção da realidade.

 No site Verso e Reverso vemos o resumo e artigo sobre esse livro, Notícias do fantástico: jogos de linguagem e efeitos de sentido na comunicação jornalística , de autoria do jornalista Luiz Gonzaga Motta, doutor em comunicação e professor da Universidade de Brasília (Unb). Este site, Verso e Reverso, trata-se de uma publicação semestral da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos. Criado com o objetivo de tornar-se um espaço digital gratuito e arbitrado que acolhe a produção intelectual qualificada sobre os problemas emergentes do campo da comunicação.

Sobre o autor do livro escreve Francisco Bicudo: “Há quase 40 anos, o então jovem repórter Luiz Gonzaga Motta foi enviado para a cidade de São João Nepomuceno, interior de Minas Gerais, para apurar o caso de uma urubu fêmea que criava pintinhos como se fossem seus filhotes - e, pior, eles tinham sido roubados. O jornalista conversou com moradores locais, anotou tudo o que viu e ouviu e voltou para o Rio de Janeiro com a certeza que o material renderia no máximo uma pequena nota curiosa. Quando abriu o Jornal do Brasil do dia 19 de novembro de 1967, tomou um susto: a reportagem sobre a mãe-urubu era a manchete da página 21 da edição. Motta guarda até hoje o recorte de jornal em um canto especial, na gaveta da mesa-de-cabeceira. Mas confessa que ficou intrigado: por que um assunto aparentemente tão banal conquistara tanto destaque? “O episódio redirecionou minha vida intelectual”, admite. O texto jornalístico sobre o fantástico, encantava porque era capaz de contar uma boa história e de fazer referência a dramas que estariam também relacionados a angústias humanas, como as questões da negritude e da maternidade”.

A foto, logo após o primeiro parágrafo, do batizado de Valentino, em que a água forma um rosário, é uma notícia do fantástico, de acordo com o livro do Motta (2006), que pode ser classificada como uma causalidade imaginária: as fadas do fantástico. Utilizando suas palavras pode aludir: “A fantasia parece vir preencher lacunas na compreensão de uma consequência inusitada na medida em que a realidade sozinha não pode dar conta do acontecido”.  Esta fotografia foi publicada pelo blog: FOTOS MILAGROSAS BRASIL , no qual ainda encontra-se a foto do corpo incorrupto do Padre Pio, entre outros tantos fatos do fantástico mistíco religioso. 

Bibliografia

MOTTA, Luiz Gonzaga. Notícias do Fantástico. São Leopoldo Editora Unisinos. 2006.

MOTTA, Luiz Gonzaga. (2003), “O jogo entre intecionalidades e reconhecimentos: pragmática jornalística e construção de sentidos”, Comunicação e Espaço Público, Vol. 6, nº 1 e 2.

BICUDO, Franscico. O drama nosso de cada dia. Revista FAPESP nº 105.

Postado por: Diana

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24 de abril de 2010Ladrão arrependido devolve dinheiro
Chaveiro que já havia feito serviços na casa, abriu o cofre, levou o dinheiro e fechou tudo sem deixar vestígios, em Nova Lima, na grande Belo Horizonte. Durante a noite, Rodrigo Vieira se arrependeu, passou de moto em frente a casa e jogou um saco com dinheiro. Vizinhos que testemunharam a ação, denunciaram o bandido arrependido.

Categoria: causalidade imaginária: as fadas do fantástico

Di Anna.

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Veja uma notícia do fantástico, do inesperado que passou no Jornal Nacional:

Um cinto salva um bebe ao ser jogado pelo vento nos trilhos de um trêm que estava chegando na estação.

Categoria: causalidade imaginária: as fadas do fantástico mexe com imaginário do receptor da mensagem, coinsidência, destino ou força superior?